sábado, 14 de setembro de 2013

palavras da Ministra Carmem Lucia do STF na ADPF 186 – cotas raciais


... a marca de uma pessoa que tem um espelho que é um outro tão diferente, é uma marca que assinala uma fragilidade humana difícil de se recompor...


...muito cedo se descobre, melancolicamente, que a igualdade pode ter a espessura da pele, que isso pode ser um desvalor em vida, como se o critério da melanina fosse o dedal no qual se coteja a dignidade humana em pequenas doses para vencer o preconceito... 

Ao ouvir essas frases acima, estou até hoje refletindo, pensando, quando sento na sala para assistir televisão, zapiando com meu controle remoto, num horário de pico de audiências que vai das 18 e pouco, até a hora que vou dormir, por volta 00:30,  e custo a entender o porque do nosso país ter nos meios de comunicação, principalmente na televisão, uma concessão do governo, apenas tirando o jornal do canal TV Brasil, jornal das 21:00, ter uma apresentadora de jornal da mesma cor que a minha, em NENHUM canal, em NENHUM programa tem a participação de um homem negro, ou mulher negra, é impossível que não exista figuras carismáticas com talentos que possam estar presentes na tela, para que nossos jovens vejam e se igualem, nos EUA, é quase impossível vem um filme, uma série, onde sempre, sempre se tem a composição majoritária da população do país, negros + brancos.

As propagandas, muitas vezes, quando um Afro-Brasileiro está inserido é en passant, mulatas sambando, jogador futebol, minha casa minha vida, UPA 24HS, favelas entre outras, se indo a um banco, farmácia, supermercado, lojas eu fico pensando, e sem querer acreditar, que exista uma teoria de conspiração contra os negros no Brasil.

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Nilda Rosa dos Santos

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