Ministra Carmem Lucia do STF na ADPF 186 http://www.youtube.com/watch?v=Z-2hty-gCGM ... a marca de uma pessoa que tem um espelho que é um outro tão diferente, é uma marca que assinala uma fragilidade humana difícil de se recompor... ...muito cedo se descobre, melancolicamente, que a igualdade pode ter a espessura da pele, que isso pode ser um desvalor em vida, como se o critério da melanina fosse o dedal no qual se coteja a dignidade humana em pequenas doses para vencer o preconceito...
domingo, 20 de janeiro de 2013
sábado, 19 de janeiro de 2013
Mulheres
negras têm menos chances de passar por consultas ginecológicas
completas, consultas de pré-natal e de fazer exames ginecológicos
no período pós-parto. Pesquisa da Fiocruz e da Prefeitura do
Rio de Janeiro (divulgada na Folha de São Paulo, 26/5/2003) evidenciou
que naquele município 5,1% das gestantes brancas atendidas
em maternidades públicas no período de 1999-2001 não receberam
anestesia no parto normal, para as negras isto ocorreu em 11,1%
dos casos. Enquanto 30% das gestantes brancas não foram informadas
sobre os sinais de parto, entre as negras essa percentagem foi
de 37,5%.
•
Pesquisa de Doutorado de Maria Inês Barbosa (USP,1998) verificou que 69,5%
dos óbitos dos homens negros ocorrem até 54 anos, para uma proporção
de 45,1% entre os homens brancos.
•
Em 2000 a taxa de mortalidade dos homens pretos de 10 a 64 anos por causas
externas foi 2 vezes maior que a apresentada para os homens brancos,
conforme apontou pesquisa de doutorado de Luis E. Batista (UNESP,
2002).
Fonte: http://portal.saude.gov.br
Fonte: http://portal.saude.gov.br
terça-feira, 15 de janeiro de 2013
sexta-feira, 12 de outubro de 2012
fonte.: http://www.dcomercio.com.br/index.php/economia/sub-menu-comercio/94849-elite-nao-sabe-vender-a-classe-media
A classe média deverá gastar com moda, neste ano, R$ 55,7 bilhões, mas a elite não sabe vender para essas pessoas, afirmou
A classe média deverá gastar com moda, neste ano, R$ 55,7 bilhões, mas a elite não sabe vender para essas pessoas, afirmou
o sócio-diretor do instituto de pesquisa Data Popular, Renato Meirelles, na palestra de abertura da 40ª edição do Senac Moda Informação, realizada ontem na Capital paulista. "É um público que tem dinheiro. Em 2011, essa classe social movimentou R$ 1,03 Relevâncias – Meirelles ilustrou, com entrevistas realizadas pelo Data Popular, a ignorância do público de alta renda sobre a realidade do consumo na classe C, com desconhecimento, por exemplo, de que eles viajam de avião e frequentam o salão de beleza. O palestrante também apresentou a análise dos dois públicos sobre o visual de uma embalagem de pó de café, para demonstrar que a mensagem proposta pelo fabricante (visando induzir a uma associação do super-homem com a modalidade extra-forte do produto) não foi nem de longe percebida pelo consumidor da classe C. Não é diferente com a moda.
"O desafio para se fazer uma boa venda é traduzir os conceitos de moda para algo que seja relevante às pessoas", conceituou Meirelles. Os dados apresentados por ele mostraram acentuada dissonância na forma como os dois públicos (A/B e nova classe média) enxergam a moda. "É preciso tomar cuidado com o senso comum. Ele nos induz ao erro."
trilhão. Se ela fosse um país, seria o 17º mais rico do mundo e estaria no G-20", disse o especialista.
Meirelles apresentou algumas das diferenças na forma de consumo de moda pelas classes A/B e C – como também é designada a chamada nova classe média brasileira. A elite, segundo sua análise, busca uma marca por querer exclusividade; é fiel a ela e gosta de consumir o intangível. Já o novo consumidor, da classe C, quer ser incluído. "A marca, para ele, é mais um aval de selo de garantia, porque ele não pode errar na escolha", contrapôs o especialista. Por isso mesmo, esse público é mais fiel. E em vez de buscar o intangível, precisa, segundo Meirelles, de razões complementares para comprar.
Ao longo dos últimos dez anos, destacou o palestrante, o gasto dessas pessoas com moda registrou crescimento de 153,2%, já descontada a inflação. Elas respondem por 46% dos gastos dos brasileiros com moda, seguidos pelo público A/B (37,6%) e D/E (16,4%).
Pesquisa do Data Popular mostra, por exemplo, que a classe C faz propaganda boca a boca. "O entendimento de algo subjetivo não é fácil para essa mulher. Ela se interessa por moda de um jeito próprio. Na hora de consumir, se informa na rua, vendo o que as pessoas estão vestindo. Apenas 19% delas dizem que se informam antes de comprar um produto de moda. Ela quer se informar, mas não abre mão da roupa justa, da saia curta", ressalvou Meirelles.
Os padrões de beleza são distintos, observou Meirelles. Em vez de linda, loira, alta e magra – de acordo com a comparação do Data Popular –, a mulher classe C está mais para a passista da escola de samba, com suas curvas exuberantes. Mas atenção: ela compra em lojas de rua e também nos shoppings. Em média, exemplificou o diretor do Data Popular, a mulher da nova classe média tem 25 pares de calçados.
O rosto dessa consumidora, acrescentou, é majoritariamente negro – 56,2% do total das mulheres da classe média. "Não é uma questão de ser politicamente correto, mas, ou os negros se enxergam na comunicação, ou não vão comprar. O sonho da mulher negra não é ser loira e ter olhos azuis", alertou Meirelles. "Será que a moda está entendendo isso?", provocou.
O especialista acrescentou, a propósito, que para além da classe C, homens e mulheres negros movimentam, anualmente, R$ 673 bilhões.
"O desafio para se fazer uma boa venda é traduzir os conceitos de moda para algo que seja relevante às pessoas", conceituou Meirelles. Os dados apresentados por ele mostraram acentuada dissonância na forma como os dois públicos (A/B e nova classe média) enxergam a moda. "É preciso tomar cuidado com o senso comum. Ele nos induz ao erro."
trilhão. Se ela fosse um país, seria o 17º mais rico do mundo e estaria no G-20", disse o especialista.
Meirelles apresentou algumas das diferenças na forma de consumo de moda pelas classes A/B e C – como também é designada a chamada nova classe média brasileira. A elite, segundo sua análise, busca uma marca por querer exclusividade; é fiel a ela e gosta de consumir o intangível. Já o novo consumidor, da classe C, quer ser incluído. "A marca, para ele, é mais um aval de selo de garantia, porque ele não pode errar na escolha", contrapôs o especialista. Por isso mesmo, esse público é mais fiel. E em vez de buscar o intangível, precisa, segundo Meirelles, de razões complementares para comprar.
Ao longo dos últimos dez anos, destacou o palestrante, o gasto dessas pessoas com moda registrou crescimento de 153,2%, já descontada a inflação. Elas respondem por 46% dos gastos dos brasileiros com moda, seguidos pelo público A/B (37,6%) e D/E (16,4%).
Pesquisa do Data Popular mostra, por exemplo, que a classe C faz propaganda boca a boca. "O entendimento de algo subjetivo não é fácil para essa mulher. Ela se interessa por moda de um jeito próprio. Na hora de consumir, se informa na rua, vendo o que as pessoas estão vestindo. Apenas 19% delas dizem que se informam antes de comprar um produto de moda. Ela quer se informar, mas não abre mão da roupa justa, da saia curta", ressalvou Meirelles.
Os padrões de beleza são distintos, observou Meirelles. Em vez de linda, loira, alta e magra – de acordo com a comparação do Data Popular –, a mulher classe C está mais para a passista da escola de samba, com suas curvas exuberantes. Mas atenção: ela compra em lojas de rua e também nos shoppings. Em média, exemplificou o diretor do Data Popular, a mulher da nova classe média tem 25 pares de calçados.
O rosto dessa consumidora, acrescentou, é majoritariamente negro – 56,2% do total das mulheres da classe média. "Não é uma questão de ser politicamente correto, mas, ou os negros se enxergam na comunicação, ou não vão comprar. O sonho da mulher negra não é ser loira e ter olhos azuis", alertou Meirelles. "Será que a moda está entendendo isso?", provocou.
O especialista acrescentou, a propósito, que para além da classe C, homens e mulheres negros movimentam, anualmente, R$ 673 bilhões.
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